Depois da Câmara dos Deputados ter aprovado, na tarde desta quinta-feira , a composição da Comissão Especial que vai analisar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, os 24 partidos com representantes indicaram os nomes dos 65 deputados que compõem o colegiado. Entre os gaúchos, estão Jerônimo Goergen (PP), Pepe Vargas (PT), Henrique Fontana (PT), Luiz Carlos Busato (PTB) e Osmar Terra (PMDB). Os parlamentares se dividem entre a decisão pela destituição da mandatária.
O petista Henrique Fontana fala que, no Parlamento brasileiro, está ocorrendo uma tentativa de golpe institucional. “A primeira defesa que farei na Comissão será a defesa da democracia e da Constituição porque a presidente não cometeu uma única ilegalidade, não existe qualquer prova contra ela. Cassar um mandato conquistado com 54 milhões de votos dentro da Câmara é um golpe”. Ex-ministro no governo Dilma, Pepe Vargas segue a mesma linha.
Parlamentar pelo PMDB, sigla que ameaça desembarcar do governo federal, Osmar Terra sustenta que o País precisa de uma alternativa ao atual governo e defende a ascensão do vice Michel Temer. “O país nunca perdeu riqueza tão rapidamente. Problemas na segurança, políticas públicas de saúde, não vejo a presidente apontando caminhos. Sem contar o avanço da corrupção. Chegamos à conclusão de que não dá para continuar”, defende.
O deputado Luiz Busato (PTB) promete trabalhar pelo impeachment, assim como Jerônimo Goergen, que defende a retirada do apoio do partido ao governo. O parlamentar pelo PP protocolou hoje, na presidência do partido, abaixo-assinado com o apoio de 18 entre os 49 deputados e de quatro entre os seis senadores. Com 1/3 dos votos, o presidente do PP, Ciro Nogueira, precisa convocar reunião do diretório nacional do partido para avaliar o tema. Os progressistas detém o Ministério da Integração Nacional.
Com 342 dos 513 votos na Câmara favoráveis, a abertura do processo vai para o Senado, que pode garantir a instauração do processo ou arquivá-lo. Caso o Senado instaure o processo de impeachment, Dilma é afastada por até 180 dias, até a votação definitiva sobre o caso, no próprio Senado.
Membros gaúchos da comissão do impeachment abrem voto
Entre os 65 integrantes, há cinco do RS: dois do PT, um do PMDB, um do PP e um do PTB