Depois de esgotada a discussão sobre o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, na última quarta-feira, o Senado promete decidir o caso nesta terça-feira, na última semana de trabalhos do ano.
Adiada há mais de um mês, a decisão gerou divergência entre o governo e oposição. De um lado, governistas defendem a importância econômica, política e cultural da adesão, ressaltando o papel de liderança do Brasil na América Latina.
Já a oposição denuncia como antidemocrático o comportamento do presidente venezuelano, Hugo Chávez, o que seria obstáculo à integração, porque há a chamada cláusula democrática do Mercosul. Além disso, os oposicionistas temem que as atitudes belicistas de Chávez atrapalhem as relações diplomáticas e comerciais do Brasil com outros países fora do Mercosul.
O projeto já foi aprovado na comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no final de outubro. O voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR), favorável à adesão, venceu o do relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário à entrada da Venezuela no mercado comum.
O vice-líder do governo, senador Gim Argello (PTB-DF) já havia afirmado que acredita que a base aliada tenha votos suficientes para aprovar o projeto. Segundo ele, a oposição não terá tempo de reverter o cenário: "Temos uma margem de segurança boa".
O ingresso da Venezuela no bloco foi aprovado pela Argentina e pelo Uruguai, mas o protocolo também precisa ser referendado pelo Paraguai, que adiou a votação para 2010, quando o Brasil já vai ter encerrado o debate.
Mercosul: Senado vota nesta terça adesão da Venezuela
Senadores prometem decidir o caso nesta terça-feira, na última semana de trabalhos do ano