No documento, o magistrado mandou soltar o empresário sob o argumento de que Cachoeira está preso há tempo demais. Ele tomou a decisão monocrática determinando a “imediata soltura do réu, se por outro motivo não estiver preso”. Como há mais um mandado de prisão contra ele, expedido pela Justiça de Brasília, no processo da Operação Saint-Michel, que apura fraude em licitações na capital federal, Cachoeira permanecerá na Papuda.
Esta é a segunda vez que o desembargador Tourinho Neto manda soltar Cachoeira. Em junho, ele já havia determinado a soltura de contraventor, o que acabou não ocorrendo. Na ocasião, o magistrado estendeu ao empresário um benefício concedido a José Olímpio Queiroga, acusado de fazer parte do esquema criminoso chefiado por Cachoeira.
No Congresso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira deve decidir nesta terça-feira se prorroga os trabalhos. Os líderes partidários que integram o colegiado se reúnem à tarde para analisar a possibilidade.
Inicialmente, a CPI encerra as atividades no dia 4 de novembro. O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que pretende apresentar seu relatório uma semana antes desse prazo para que haja tempo de votação. Contudo, parlamentares da oposição – com apoio de alguns deputados e senadores da base aliada – pressionam para que a CPI seja prorrogada por, pelo menos, 90 dias.