Política

Messias sobre bets: não há incoerência em corrigir escolha quando efeitos se revelam graves

Advogado-geral da União falou durante audiência pública sobre o tema no STF

Advocacia-Geral da União acredita que as leis que regulamentavam as bets  se tornaram inconstitucionais por proteção insuficiente à saúde pública
Advocacia-Geral da União acredita que as leis que regulamentavam as bets se tornaram inconstitucionais por proteção insuficiente à saúde pública Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / ABR / CP

O advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu nesta terça-feira, 3, que a proibição das bets pelo o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não é incoerente e que "rever uma política à luz de seus resultados é responsabilidade do Estado". As declarações foram feitas em audiência pública sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Não há incoerência em corrigir uma escolha quando seus efeitos se revelam socialmente gravosos. Incoerente seria conhecer o sofrimento das famílias e insistir no mesmo caminho apenas para preservar receitas empresariais", afirmou Messias.

A posição da Advocacia-Geral da União (AGU), já apresentada em manifestação ao Supremo, é que as leis que regulamentavam as bets - de autoria do próprio governo - se tornaram inconstitucionais por proteção insuficiente à saúde pública, à dignidade da pessoa humana e à segurança pública.

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As apostas online foram autorizadas em 2017, durante o governo de Michel Temer, e regulamentadas no governo Lula.

"O Brasil procurou regular esse mercado, estabeleceu autorizações, controles, fiscalização e regras de publicidade. Apesar desses esforços, as externalidades se avolumaram", reforçou Messias nesta terça-feira.