Cotado para assumir o Ministério da Casa Civil, o ex-deputado Eliseu Padilha afirmou nesta segunda-feira que a equipe do vice-presidente Michel Temer decidiu trabalhar para formar um governo com 23 ministérios. Para que seja possível a redução, pastas serão fundidas e postos perderão o status de ministro.
Temer inicialmente falava em reduzir o número de pastas para 20. Mas, com a cobiça dos partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, a equipe do peemedebista chegou a anunciar que governo teria um número de ministérios próximo do atual. A gestão petista em 32 ministérios. Nos últimos dias, no entanto, o vice anunciou que estaria tentando montar, junto a seus auxiliares, uma configuração com cerca de 25 pastas. "Vamos formar um governo com 23 ministérios”, anunciou Padilha nesta segunda-feira.
As dificuldades para formar um ministério são tamanhas, que a tendência, segundo relatos de aliados, é que ele anuncie apenas os nomes que comporão o núcleo duro de seu governo, na economia e no Planalto. A decisão de diminuir o número de ministérios foi para evitar um enfraquecimento político do vice-presidente mesmo antes do início de seu mandato. Com essa nova postura, alguns partidos ficarão foram do ministério.
Para reduzir o total de pastas, Temer, segundo interlocutores, decidiu retirar o status de ministro do presidente do Banco Central e do advogado-geral da União. Quanto à Controladoria-Geral da União, ainda há dúvida. Ele manteria o status se a ex-ministra do STF Ellen Gracie aceitasse assumir a pasta. Mas nessa segunda, ela anunciou que não pretende fazer parte do governo Temer.
O atual vice-presidente também decidiu, mesmo que a contragosto de peemedebistas, fundir as secretarias de Portos e Aviação Civil ao Ministério dos Transportes. A Cultura, que já havia sido oferecida e aceita pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire, irá se fundir ao Ministério da Educação.
A Secretaria de Comunicação Social perderá o status de ministério, assim como a chefia de gabinete da Presidência, que se tornou ministério quando Dilma precisou remanejar Jaques Wagner da Casa Civil para abrir espaço ao ex-presidente Lula, que até hoje não assumiu o cargo.
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