O ato SP Pelas Diretas Já, organizado por artistas e produtores culturais independentes de partidos políticos, reuniu milhares de pessoas neste domingo, no Largo da Batata, em São Paulo. Em clima de festa e ao som de blocos de carnaval e cantores como Mano Brown, Criolo, Otto, Paulo Miklos e Emicida, os manifestantes pediram a saída do presidente Michel Temer, alvo de inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base na delação do empresário Joesley Batista, da JBS.
"Precisamos de mudança. O comandante foi pego com a mão na cumbuca. Já era. Foi pego. Quantos amigos nossos foram presos só porque estavam no lugar errado na hora errada?", questionou Mano Brown.
O rapper dos Racionais MCs foi a principal atração. Ao contrário de outros protestos que pediam a saída de Temer, o ato de ontem não teve partidos políticos nem sindicatos na organização. Segundo os organizadores, 100 mil pessoas compareceram. A Polícia Militar não fez estimativa.
Apesar da polêmica causada, ao longo da semana, pelo modelo independente, PSL, PT, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular convocaram seus militantes, que compareceram com bandeiras.
Proibidos de subir no palanque, políticos como os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Ivan Valente (PSOL-SP), Orlando Silva (PCdoB-SP) e o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) circularam pelo local.
Representantes de movimentos sociais foram convidados a falar. Para Valente, mesmo que o movimento não alcance o objetivo das "diretas-já", a mobilização pode gerar bons frutos para a esquerda nas eleições de 2018. "Essa discussão toda gera um acúmulo para 2018", afirmou.
O ato terminou por volta das 19 horas, com a apresentação de Mano Brown. Segundo a PM, a manifestação foi pacífica e não foram registrados incidentes.
Milhares de pessoas participam de ato pelas Diretas Já em São Paulo
Manifestação foi organizada por artistas e pediam a saída do presidente Michel Temer