Um grupo de militantes cercou e insultou o repórter Pedro Duran, da rádio 'CBN', do Grupo Globo, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra desde quinta-feira. Grades foram atiradas contra o jornalista, que teve que ser protegido pelo deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) e seus seguranças. Duran foi colocado em um elevador para se refugiar.
Um repórter do Estado também foi agredido por um apoiador de Lula enquanto apurava informações. Os líderes da CUT e do MTST, Vagner Freitas e Guilherme Boulos, tentaram acalmar os manifestantes, mas o clima é tenso no local. Um grupo de jornalistas está cercado na área da agressão e não consegue sair. O repórter chegou com identificação de imprensa da CBN pela porta do estacionamento. Estava rodeado de vários outros jornalistas sem identificação.
A multidão começou a gritar palavras de ordem contra a Rede Globo e se deslocou atrás do repórter. Zarattini conseguiu se colocar no meio antes que eles chegassem até o repórter. Houve empurra-empurra e ele foi levado até a parte de acesso restrito. Seguranças dizem que o removeram do prédio. As agressões a jornalistas têm sido recorrentes nas manifestações contra a prisão de Lula. Houve registros em São Bernardo e em Brasília.
Um carro do Correio Braziliense foi apedrejado na capital federal e um fotógrafo do Estado foi atingido por ovos na cidade do ABC paulista.
Militantes agridem jornalistas no Sindicato onde Lula está em São Bernardo
Líderes da CUT e do MTST tentaram acalmar os manifestantes