No início do seu governo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que não queria ter notícia de festejos alusivos à data. Neste ano, não precisou nem de recomendação dos comandos militares. A nota oficial reclama que "ao arrepio do que consta na Lei que criou a chamada "Comissão da Verdade", os titulares designados para compô-la, por meio de uma resolução administrativa interna, alteraram o seu texto, limitando sua investigação apenas a atos praticados por agentes do Estado, varrendo para debaixo do tapete os crimes hediondos praticados pelos militantes da sua própria ideologia".
Os militares se queixam de que a investigação não está sendo isenta e não está se propondo a ouvir os dois lados. O brigadeiro Ivan Frota comentou ter apresentado ao coordenador da Comissão da Verdade, Claudio Fonteles, o descontentamento de militares e civis com o fato de que "está sendo promovido um novo julgamento patrocinado pelo governo em que um dos lados não têm direito à defesa".