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Militares presos em ação da PF atuavam na segurança do G20

Homens integram as Forças Especiais do Exército, os “Kids Pretos”

Militares presos em ação da PF atuavam na segurança do G20
Militares presos em ação da PF atuavam na segurança do G20 Foto : Tercio Teixeira / AFP / CP

Os quatro militares presos na ação desta terça-feira da Polícia Federal estavam trabalhando na segurança da Cúpula do G20, que hoje está no seu segundo e último dia. A informação é da Record Rio. Os agentes, que integram a Força Especial do Exército, os chamados “Kids Pretos”, são suspeitos de planejarem a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice, Geraldo Alckmin. Um quinto envolvido, um policial federal, foi detido em Brasília.

Na ação de hoje da PF, foram detidos Hélio Ferreira Lima, militar com formação em Forças Especiais, os "kids pretos”; Mário Fernandes, general reformado que foi secretário executivo da Presidência da República no governo Bolsonaro e hoje é assessor do ex-ministro e deputado federal Eduardo Pazuello; Rafael Martins de Oliveira, militar com formação em Forças Especiais, os “kids pretos”; Rodrigo Bezerra de Azevedo, militar com formação em Forças Especiais, os “kids pretos”, e Wladimir Matos Soares - policial federal.

Após a operação, os presos foram encaminhados para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro. O Exército busca informações sobre a prisão dos suspeitos para decidir para quais batalhões serão encaminhados, uma vez que não pode ter contato entre os investigados.

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Os agentes ainda vasculharam três endereços e deram cumprimento a 15 medidas cautelares diversas da prisão - proibição de manter contato com os demais investigados; proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes no prazo de 24 horas; e a suspensão do exercício de funções públicas. As diligências foram realizadas no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal.

A Operação investiga supostos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado e organização criminosa. O Exército acompanhou as diligências em razão da participação de militares na quadrilha sob investigação.

A Polícia Federal identificou que a quadrilha sob suspeita - formada, em sua maioria, por militares com formação em Forças Especiais - "se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022".

"O planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um "Gabinete Institucional de Gestão de Crise", a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações", indicou a PF.