A nomeação de Vaz foi publicada no Diário Oficial da União. Ele foi funcionário do Banco do Brasil por 29 anos e ocupou o cargo de diretor de agronegócios da instituição entre o início de 2007 e o fim de maio do mesmo ano, quando tomou posse como secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Ele foi exonerado hoje deste cargo para assumir a Secretaria-Executiva.
Antes da sua demissão, em nota enviada à imprensa, Ortolan, segundo homem do ministério, repudiou as informações de que seria conivente com irregularidades e desvios de recursos no ministério.
Ortolan disse ainda que, apesar de conhecer o suposto lobista Júlio Fróes, este teria sido apresentado como representante da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e que a reunião mencionada pela revista – que teria ocorrido na Assessoria Parlamentar do Ministério da Agricultura para distribuição de “propina”-, não ocorreu.
Além disso, o secretário-executivo se disse injustiçado. “Não participei e nem compactuo com ilegalidades. Tenho 40 anos de serviço público. Jamais fui acusado de conduta irregular. Sinto-me injustiçado e ofendido pelas suspeitas levantadas na reportagem”, diz a nota. O texto é finalizado com o pedido de abertura de investigações em todos os níveis considerados necessários. Ortolan ainda se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. “Tenho a consciência tranquila e provarei minha inocência”.
Com informações da Agência Brasil