Alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, o secretário-executivo Adroaldo Portal foi exonerado pelo Ministério da Previdência. A decisão foi anunciada hoje, horas depois da nova fase da ofensiva Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas ao INSS.
"O Ministério da Previdência Social e o INSS permanecerão contribuindo ativamente com as investigações e atuando para recuperar os recursos desviados por esse esquema que começou no governo anterior, mas foi interrompido neste governo”, diz a nota do ministério
O atual consultor jurídico do ministério, o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, assumirá a vaga deixada por Portal.
A operação cumpriu um mandado de prisão domiciliar e afastamento de Adroaldo Portal. Jornalista de formação, ele já trabalhou no gabinete de Weverton Rocha, principal alvo da ofensiva, e em cargos do Congresso Nacional ligados a políticos do PDT.
Outros suspeitos
Outro alvo preso é Romeu Carvalho Antunes, filho mais velho e sócio do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Além de ter relação societária, ele tinha autorização para movimentar as contas de uma das empresas do Careca do INSS suspeita de envolvimento nas fraudes em aposentadorias. O pai dele está preso desde setembro, por causa das investigações da Operação Sem Desconto.
Foi alvo de buscas e de prisão preventiva o advogado Éric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis que havia sido preso na fase anterior da operação. A suspeita da PF é que o escritório de Éric Fidelis intermediou propinas pagas pelo Careca do INSS. A banca movimentou cerca de R$ 12 milhões, segundo dados obtidos pela CPI do INSS.
As defesas dos envolvidos não foram localizadas. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Essa nova fase foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e cumpre mandados no Distrito Federal, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão. Os crimes sob investigação são inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e dilapidação patrimonial.