Desta forma, apenas na próxima semana será dado prosseguimento à análise do caso no Pleno da Corte. Durante a sessão desta quinta, o relator, Arnaldo Versiani, reiterou seu entendimento sobre o recurso do candidato de que Zimmermann está inelegível o final do ano e não até 3 de outubro, como sustenta a defesa do petista.
A expectativa da defesa de Zimmermann é de que o tribunal aceite o recurso do petista e que, assim, fique liberado a comandar o município do Vale do Sinos por mais quatro anos. O prefeito já adiantou, porém, que deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso os magistrados decidam manter a impugnação. O petista se reelegeu com 53,21% dos votos válidos, mas o resultado permanece sub júdice até a decisão final do TSE.
Entenda a irregularidade
Em 2004, quando era candidato a prefeito, Zimmermann participou da inauguração de uma obra pública a convite do ex-governador Germano Rigotto (PMDB). Essa conduta é vedada pela lei eleitoral e, com isso, o petista entrou para a relação de candidatos 'ficha suja'. Com a demora da Lei da Ficha Limpa em entrar em vigor, Zimmermann conseguiu, nesse intervalo, se eleger deputado federal, em 2006, e prefeito de Novo Hamburgo, em 2008.
Quando um candidato impugnado vence a eleição com mais de metade dos votos (é o caso de Zimmermann), em caso de derrota na última instância - o TSE - a lei eleitoral estabelece que seja feito um pleito novo na cidade.