O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, decidiu adiar por pelo menos duas semanas a entrega de Henrique Pizzolato às autoridades brasileiras, que estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira. Nos últimos dias, ele tem sido pressionado por senadores de sua própria legenda, o Partido Democrático (PD), a reconsiderar sua decisão de extraditar o brasileiro. No entanto, na segunda-feira passada, relatou que não acreditava em uma "solução diferente" para o caso.
Um grupo liderado pelos senadores Luigi Manconi e Cecilia Guerra apresentou um requerimento urgente cobrando de Orlando o cancelamento da extradição. Eles alegam que, por ser cidadão italiano, Pizzolato tem o direito de cumprir a pena no país europeu, pois o sistema penitenciário do Brasil ofereceria "graves riscos" à sua integridade.
Além disso, os parlamentares alegaram que o ex-diretor do BB responde a um processo por falsidade ideológica na Itália e uma expulsão violaria seu direito à defesa. Juridicamente, não há mais nenhuma barreira para a extradição. Todos os recursos possíveis, inclusive na Corte Europeia de Direitos Humanos, foram esgotados, e a decisão agora deve ser exclusivamente política.
Ministro da Justiça da Itália adia por 15 dias extradição de Pizzolato
Andrea Orlando sofre pressão do seu partido para rever decisão de entregar condenado do Mensalão ao Brasil