Política

Ministro da Justiça diz que polícia do Senado extrapolou nas ações

PF prendeu nesta sexta quatro policiais acusados de obstruir investigação da Lava Jato

Ministro da Justiça diz que polícia do Senado extrapolou nas ações
Ministro da Justiça diz que polícia do Senado extrapolou nas ações Foto : Elza Fiuza / Agência Brasil / CP
Moraes diz que policiais presos do Senado extrapolaram sua competência A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira, quatro policiais legislativos sob a acusação de terem retirado escutas telefônicas de aparelhos em imóveis particulares e funcionais ligados a três senadores investigados na Lava Jato.

• Em nota, Calheiros defende atuação da Polícia Legislativa
• Sarney, Lobão e Collor teriam sido beneficiados por ação de grupo

O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, afirmou nesta sexta-feira, 21, que as investigações que levaram à prisão de policiais legislativos apontam que os servidores extrapolaram o limite de sua competência.

"O que as investigações levaram à conclusão, e isso referendado pelo Ministério Público, com ordem judicial, é que em tese alguns servidores da polícia do Senado realizaram uma série de atividades direcionadas à obstrução da Justiça. Em tese, eles extrapolaram o que seria de sua competência", disse Moraes, após participar de cerimônia de lançamento de um novo sistema eletrônico de inquéritos da Polícia Federal, em Brasília.

A PF prendeu na manhã desta sexta-feira, quatro policiais legislativos, entre os quais o diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Carvalho, sob a acusação de terem retirado escutas telefônicas de aparelhos em imóveis particulares e funcionais ligados a três senadores investigados na Operação Lava Jato - Edison Lobão (PMDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Fernando Collor (PTC-AL).

Pela manhã, Moraes, que participou de cerimônia em comemoração ao Dia do Aviador, na Base Aérea de Brasília, na qual o presidente Michel Temer estava presente, disse que a Polícia Federal "simplesmente cumpriu ordem judicial " ao executar as buscas e apreensões no Senado Federal.

Segundo Moraes, o diretor geral da PF, Leandro Daiello, lhe telefonou "no inicio da manhã informando que haveria uma operação" sem detalhar que tipo de operação seria realizada e onde ela seria feita.