O ministro diz ter autonomia para tomar suas decisões e considerou normais os aditivos de obras. Ele deu entrevista no Palácio do Campo das Princesas, depois de ter sobrevoado a BR 101 e a PE 60, ao lado do governador Eduardo Campos (PSB).
A crise deflagrada no Ministério dos Transportes com denúncias de corrupção derrubou mais três servidores da pasta, que se juntam a outros 10 já oficialmente demitidos. O Diário Oficial da União publica na edição desta quarta-feira as portarias de exoneração.
Uma delas é a de Eduardo Lopes, que trabalhava no gabinete do ex-ministro Álvaro Nascimento. Eduardo Lopes pediu para sair, diante da crise instalada na pasta. As outras duas exonerações ocorreram na Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. O diretor-presidente, Antonio Felipe Sanchez Costa, exonerou, a partir de hoje, Cleilson Gadelha Queiroz do cargo comissionado de Gerente de Licitações e Contratos. O outro exonerado, a pedido, foi Pedro Ivan Guimarães Rogedo, do cargo comissionado de assessor. Todos eram comissionados, ou seja, entraram no serviço público sem concurso e por indicação política.
Os três fazem parte de uma lista de pessoas afastadas da cúpula do Ministério dos Transportes por denúncias de fraudes, que culminaram com a renúncia do ex-ministro Alfredo Nascimento.