“É o voto revisor mais curto da história do Supremo Tribunal Federal. A média para um réu é de seis meses. Fiz das tripas coração para respeitar o estabelecido pela Suprema Corte”, disse o ministro ao chegar à sessão da Segunda Turma do STF.
O planejamento do STF prevê sessões diárias de cinco horas, entre 1º e 14 de agosto, para ouvir a acusação do Ministério Público Federal e as defesas dos 38 acusados de envolvimento no principal escândalo de corrupção do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso que envolve o suposto esquema de compra de votos de parlamentares, denunciado em 2005.
A pressão para que o julgamento começasse em agosto causou desconforto no STF. Em troca de ofícios, o presidente Ayres Britto cobrou do ministro Ricardo Lewandowski a liberação do documento até a noite dessa segunda-feira. Ele reagiu com novo ofício, dizendo que nunca atrasou nem antecipou julgamentos para não estimular "odioso" rito de exceção. Britto não queria ser acusado, de novo, de dar ao processo um tratamento diferenciado. Por isso, afirmava que Lewandowski precisava liberar o processo para respeitar prazos de intimação dos advogados.