“Durante esse período vamos ver uma grande melhoria, não só de área, mas de qualidade de atendimento ao passageiro”, disse Bittencourt, logo após a abertura da Airport Infra Expo 2012, a Feira Internacional de Infraestrutura Aeroportuária, que começou e vai até quinta-feira, em São Paulo.
Quase quatro meses depois do leilão de concessão dos aeroportos, o ministro faz uma avaliação positiva do processo e acredita que os consórcios vencedores terão capacidade de atender adequadamente ao usuário. “São grupos fortes e experientes e estão se fortalecendo ainda mais. Acredito que teremos surpresas muito agradáveis nos investimentos que farão e na qualidade dos serviços prestados”, disse o ministro.
Ele informou que novos leilões ainda estão sendo discutidos no governo, mas ressaltou que não há prazos, nem conclusões. Também não há previsão para a divulgação do plano de outorgas dos aeroportos, que antes estava prevista para o fim do primeiro trimestre deste ano. O plano estabelece os critérios para definir quais aeroportos serão controlados pela União, os que devem ser administrados pelos estados e municípios e aqueles que passarão para a iniciativa privada. “Assim que nós tivermos essa definição, ela será comunicada.”
Wagner Bittencourt atribuiu o atraso ao fato de haver várias questões técnicas envolvidas na discussão, por se tratar de um planejamento de longo prazo, abrangendo não só a modernização da infraestrutura existente, mas também novos aeroportos em regiões onde é preciso ampliar os serviços. “A partir daí, é necessário levar em consideração a participação, ou não, do setor privado. Isso tem que ser benfeito e planejado, e não é por causa de um ou dois meses que é atraso. São aperfeiçoamentos que o plano vai recebendo ao longo do tempo”, disse.
O ministro informou que, além dos 66 aeroportos que são administrados pela Infraero (dos quais três foram privatizados), existem 129 que recebem a aviação geral. Segundo ele, é preciso aumentar esse número de terminais para garantir maior cobertura e mais qualidade. “É isso que está sendo discutido. A ideia é estar, até o final de 2014, com uma política de investimentos sendo realizada e aeroportos atendendo a 94% da população.”
Para ele, o setor está preparado para a Copa do Mundo de 2014, embora haja necessidade de intervenções em todos os aeroportos, nas pistas, terminais e pátios, devido ao aumento do número de voos e de passageiros por causa desses eventos, e até no tamanho dos aviões.
“Se já estamos atendendo o dia a dia, que cresce na ordem de dois dígitos há três ou quatro anos, certamente atenderemos bem a Copa do Mundo, as Olimpíadas [em 2016] , a Rio+20 [Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, em junho deste ano ]e outros eventos que vierem. Mas precisamos atender tanto as necessidades das companhias aéreas quanto as dos passageiros”, ressaltou.