Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o nome de Lupi constaria na folha de pagamento da Casa, com lotação na liderança do PDT, de dezembro de 2000 a junho de 2006. No período, ele exercia atividades partidárias, como vice e presidente da sigla. A revista Veja também traz novas supostas revelações sobre como agiam os assessores do pedetista no ministério. De acordo com a publicação, um esquema de extorsão envolvendo assessores de confiança do ministro cobrariam propina para emitir registro sindical. O governo foi alertado para o caso há nove meses por sindicalistas ligados ao PT, mas nada foi feito a respeito.
Quem relatou o caso à revista foi o mecânico Irmar Silva Batista, que foi pego na engrenagem quando tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sirvesp). Em fevereiro deste ano, Irmar enviou por uma carta para a presidente Dilma Rousseff e para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
No documento, ele narra o caso e pede providências. O Palácio do Planalto acusou o recebimento da carta em 9 de março, mas na semana passada a assessoria de imprensa da Presidência informou que não foi possível fazer nada. Por motivos técnicos: o trecho que narrava a denúncia, estranhamente, teria chegado cortado na mensagem recebida. Ouvidos pela revista, todos os citados por Irmar Batista negaram o pedido de propina.
Irmar Batista, entretanto, contou em detalhes o pedido de propina. Segundo Batista, no fim de 2008, ele foi a Brasília reclamar da demora para registrar um sindicato. “Procurei o Medeiros (Luiz Antonio de Medeiros, então secretário de Relação do Trabalho), que me levou a uma sala ao lado e disse: “O que o Eudes acertar, está acertado”. Então, relata, “ficamos a sós com o Eudes Carneiro (assessor do ministério)”. “Antes da reunião, o Eudes mandou a gente desligar os celulares. Sentamos à mesa e veio a proposta indecente: eles pediram R$ 1 milhão para liberar o registro do sindicato.” O sindicalista disse à revista que outros sindicatos também foram vítimas e alguns aceitaram pagar propina.