"A gente poderia usar as emendas parlamentares, se a presidente se comprometer a não contingenciar", argumentou, após evento na Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista. "Eu já falei sobre o assunto com o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e estamos amadurecendo o assunto. É um caminho". Negromonte calculou a possibilidade de um incremento de R$ 8 bilhões para o saneamento caso as emendas não sejam cortadas. "São quase 600 parlamentares, cada um tem uma cota de R$ 13 milhões, são quase R$ 8 bilhões".
O governo federal já anunciou o congelamento de R$ 50 bilhões do Orçamento da União e indicou que fará novos cortes, entre eles nas emendas parlamentares. Ontem, Dilma indicou que poderá prorrogar a validade de obras e serviços contratados por convênios feitos na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo federal já havia anunciado a intenção de cancelar parte das despesas, para fazer valer o ajuste fiscal.
Negromonte admitiu que a área necessita de mais investimentos e indicou que os atuais gargalos ocorrem principalmente por impedimentos jurídicos, problemas ambientais e falta de projetos por parte dos municípios. "Nós temos gargalos e estamos conversando com o setor para tentar diminuir a sistemática, as normativas, os procedimentos para tirar esses gargalos e fazer o Brasil avançar", disse. Ele afirmou ainda que, até o final deste ano, 50% das obras de saneamento do PAC 1 estarão concluídas.