Em Assunção hoje, Patriota tem reuniões marcadas com Lugo, o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Héctor Lacognata, e ministros das áreas econômica e social. Desde julho de 2010, há um processo de regularização de documentos dos cerca de 90 mil brasiguaios - pequenos agricultores que vivem na área fronteiriça.
De acordo com autoridades dos dois países, muitos dos chamados brasiguaios estavam sem documentação. No ano passado, cerca de 8 mil tiveram a situação regularizada. Esses agricultores reclamam também de preconceito e do tratamento diferenciado por parte das autoridades paraguaias.
Outro tema que está na agenda de discussão é a revisão do Tratado de Itaipu. O acordo aguarda votação no Congresso brasileiro. Pelo texto, haverá um reajuste de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares sobre a taxa anual de cessão paga ao Paraguai pela energia não usada da Usina de Itaipu.
Atualmente, o Brasil paga 43,8 dólares pelo megawatt/hora de Itaipu somados a 3,17 dólares pela cessão da energia que o Paraguai não utiliza. O valor da taxa de cessão será de 9,51 dólares tão logo o acordo seja aprovado pelos dois parlamentos. O comércio entre o Brasil e o Paraguai atingiu 3,16 bilhões de dólares em 2010, o que representa aumento de 39% em relação a 2009.
De Assunção, Patriota segue amanhã para Montevidéu. O chanceler tem reuniões marcadas com Mujica e o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro. Assim como no Paraguai e na Argentina, ele se reunirá com ministros de várias áreas. O objetivo é avançar nas discussões nas áreas de infraestrutura, integração produtiva e ciência e tecnologia.
O Brasil é o principal parceiro comercial do Uruguai. Em 2010, o intercâmbio chegou a 3,1 bilhões de dólares, o que representou aumento de 19,4% em relação a 2009. Em decorrência do crescimento de quase 27% na exportação de produtos uruguaios ao Brasil, o intercâmbio comercial ficou mais equilibrado, com um pequeno superávit de US$ 43 milhões em favor do Uruguai.