Política

Ministros fazem reunião preparatória antes de encontro com centrais sindicais

Dilma Rousseff e Michel Temer não participam do encontro

Miguel Rossetto participa de reunião de ministros antes de encontro com centrais sindicais
Miguel Rossetto participa de reunião de ministros antes de encontro com centrais sindicais Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / aBr / CP
Os ministros da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reúnem-se na noite deste domingo no Palácio do Planalto, para discutir a pauta previdenciária a ser apresentada nesta segunda-feira às centrais sindicais. A presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, não participam da reunião.

Na reunião de amanhã, os ministros vão apresentar às centrais a situação da Previdência Social e os impactos sobre o setor, se for aplicado o novo cálculo de aposentadoria, chamado de 85/95, aprovado no Congresso e ainda pendente de sanção da presidenta Dilma. O cálculo 85/95 estabelece que, para se aposentar recebendo os proventos integralmente, os beneficiários da Previdência terão de somar o tempo de contribuição e a idade e atingir a marca de 85 anos (mulheres) e 95 anos (homens).

Assim, uma mulher poderá se aposentar recebendo integralmente - obedecido o teto de R$ 4.663,75 da Previdência Social - se atingir 55 anos e tiver contribuído durante 30 anos. Os homens terão direito se tiverem trabalhado 60 anos e atingido 35 anos de contribuição. Atualmente, o fator previdenciário desconta parte do valor da aposentadoria se as mulheres se aposentarem com menos de 60 anos e os homens com menos de 65.

Dilma Rousseff terá até a próxima quarta-feira para sancionar ou vetar a medida provisória aprovada pelo Congresso na qual foi incluída a emenda com o cálculo 85/95. A reunião com as centrais buscará mostrar que a Previdência não suportará o impacto financeiro das mudanças e chegar a um acordo que possibilite o veto. Caso a presidenta decida vetar, o Congresso Nacional ainda votará o veto, podendo derrubá-lo e manter a nova fórmula de cálculo da aposentadoria. Daí a importância de o acordo ser viabilizado antes da data final de sanção do projeto.