O plenário da Assembleia Legislativa ficará mais uma semana sem votar matérias do ajuste fiscal proposto pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) e que aguardam para entrar na pauta desde o final do ano passado. Deputados da base e da oposição estarão hoje em Brasília para tratar, em audiências com representantes do governo federal, de outros temas relacionados a interesses econômicos do Estado. A perspectiva é de que não haja quórum suficiente para votação de projetos.
A missão dos parlamentares estaduais está acordada entre as bancadas e chancelada pelo presidente do Legislativo, deputado Edegar Pretto (PT). Segundo a líder da bancada petista, deputada Stela Farias, um grupo de parlamentares de diversos partidos terá encontro com integrantes do governo de Michel Temer (PMDB) para tentar negociar a retomada de investimentos no Polo Naval de Rio Grande, que ficou fragilizado após a mudança na administração federal.
Stela, no entanto avalia que “o governador ganhará tempo, porque o Piratini prossegue sem os votos necessários para aprovar seus projetos e, por isso, se beneficiará da sessão sem votação”, analisou a líder da maior bancada de oposição.
O líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB), destacou a audiência, igualmente prevista para ocorrer hoje, no Ministério de Minas e Energia, onde parlamentares gaúchos pedirão auxílio do governo federal para que o Estado mantenha a “viabilidade financeira” da Companhia Riograndense de Mineração. A Companhia Riograndense de Mineração (CRM) está entre as empresa públicas que o governo espera oferecer como garantia a empréstimo a ser obtido através do Regime de Recuperação Fiscal de Temer. As demais empresas que compõem o plano do Piratini são Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Sulgás.
A liberação do patrimônio composto pelas três estatais do setor energético, porém, só ocorrerá com aprovação de uma proposta de emenda à Constituição, que está entre as pendências da pauta do Legislativo gaúcho e representa um dos temas mais polêmicos a ser apreciado em plenário. Questionado, Souza responde: “Uma coisa de cada vez. Vamos tratar das PECs a partir da próxima semana”, comentou o peemedebista.
Missão a Brasília trava votações na Assembleia
Plenário ficará mais uma semana sem analisar matérias do ajuste fiscal