A missão é formada pelos ministros Carlos Romero (Casa Civil), Nardi Suxo (Transparência Institucional e Luta contra a Corrupção), Cecilia Ayllón (Justiça) e por integrantes do Ministério Público. Para Morales, Pinto Molina é um “delinquente comum”. O senador nega as acusações. Ele está em uma fazenda em Goiás, nos arredores de Brasília.
Morales disse que a missão virá a Brasília para apresentar documentos sobre os mais de 20 processos judiciais envolvendo Pinto Molina. De acordo com as autoridades bolivianas, o parlamentar de oposição é acusado de desvio de recursos e corrupção. A ministra da Comunicação, Amanda Dávila, disse que a missão vai apresentar documentos às autoridades brasileiras.
Operação da retirada
Pinto Molina foi retirado da Bolívia em uma operação organizada pelo encarregado de Negócios do Brasil em La Paz, o diplomata Eduardo Saboia, que desencadeou uma crise diplomática. O então chanceler Antonio Patriota foi substituído por Luiz Alberto Figueiredo Machado.
O senador ficou 455 dias abrigado na embaixada brasileira à espera de autorização dos bolivianos para deixar o país. Em junho de 2012, o Brasil concedeu asilo diplomático ao senador, mas o governo boliviano não deu o salvo-conduto para ele deixar o país.