Muitos dos que estavam no Parcão experimentavam pela primeira vez um processo de impeachment. Viviam, portanto, um momento histórico. Outros tantos já tinham passado pela experiência da saída de Fernando Collor de Mello, em 1992, como a dona Maria Inês Fernandes. Ela chegou às 16h no Parcão e foi embora perto da meia-noite. Explicou que permaneceu em meio à multidão porque acredita na força das mobilizações. “Está na hora deste povo se levantar contra a corrupção e contra a mentira”.
Segundo o Movimento Brasil Libre, 40 mil pessoas circularam pelo Parcão durante o dia. A Brigada Militar (BM) não quis estimar o público. Durante o acompanhamento da votação, vaias se intercalavam com aplausos. Quando Jair Bolsonaro votou pelo impeachment, alguns manifestantes levantaram uma faixa defendendo a candidatura do deputado à presidência da República. Contrário, um homem chutou reagiu, chutou a faixa e foi retirado pela BM.