Integrantes do primeiro escalão do Executivo sustentam que a reforma no Secretariado está apenas “na cabeça de Sartori”, que ainda não teria dado sinalizações sobre a futura composição da gestão. A situação tem gerado apreensão internamente no Palácio Piratini. Entre os objetivos da nova composição, estão a tentativa de equalizar as representações de aliados visando ao reforço da base na Assembleia e a inauguração de nova fase do governo.
Apesar de ser considerada certa a decisão do PDT de desembarcar da base, em reunião do diretório estadual marcada para a próxima segunda-feira, articuladores do Piratini trabalham no varejo. Na prática, a avaliação é a de que mesmo com a saída do partido da gestão, o governo continuará contando com votos de parte dos sete deputados trabalhistas.
A mesma estratégia será adotada com o PTB, que tem bancada formada por cinco parlamentares e que deve manter a posição de independência, apesar das investidas para que passe aos status de aliado. Há ainda a situação do PSB, que tem três deputados na Assembleia e uma relação abalada com o Executivo em função da resistência à indicação de Fabiano Pereira para a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, que foi fundida com a pasta de Justiça e Direitos Humanos. Atualmente essa secretaria está sob o comando interino da primeira-dama Maria Helena Sartori, titular do Gabinete de Políticas Sociais.