Amanhã, ocorre uma audiência pública para debater o projeto do Imesf, que cria uma Fundação Pública de Direito Privado para gerenciar a rede básica de saúde em Porto Alegre. Ao contrário do que defendem o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e o Sindicatos dos Trabalhadores em saúde do Estado (Sindisaúde-RS), os moradores da Capital e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), acreditam que a proposta deve tirar a saúde pública da UTI.
Conforme o presidente da Associação dos Moradores do Jardim Atílio Superti, Maurício Melo, com a contratação dos trabalhadores da Estratégia Saúde da Família pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), os médicos devem ficar oito horas dentro das unidades e à disposição dos usuários do SUS. Hoje, segundo ele, em muitos lugares, as pessoas chegam às 6h para a fila, o médico chega às 8h e atende oito fichas até as 8h30min. Depois disso, "o posto de saúde fica às moscas", relatou.
A expectativa de Melo é de que, com o Imesf, o número de atendimentos suba para 30 por dia, o que deve acabar com as filas nos postos. “Nós somos a favor porque o médico tem que atender quem chega durante o dia também e não só oito fichas no início da manhã. Na nossa visão, o melhor é o médico concursado, mas que tenha que respeitar o contrato, como qualquer trabalhador e não um funcionário público que vá trabalhar quando quer”, ataca.
Em contrapartida, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindisaúde) pretende convocar os associados, entre técnicos de enfermagem e auxiliares de gabinete odontológico, para cruzarem os braços caso a criação do Imesf seja aprovada. A proposta pode ir à votação na sessão seguinte à audiência pública, já que tramita em regime de urgência.