Política

Moraes afirma que Plano Nacional de Segurança será analisado por Estados e procuradores

Ministro da Justiça relatou que reunião esta semana será sobre mapeamentos de assassinatos

Ministro da Justiça relatou que reunião esta semana será sobre mapeamentos de assassinatos
Ministro da Justiça relatou que reunião esta semana será sobre mapeamentos de assassinatos Foto : Elza Fiuza / Agência Brasil / CP
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta segunda-feira que o novo Plano Nacional de Segurança só será lançado pelo governo nas próximas semanas, após o projeto que está em análise ser apresentado aos secretários de Segurança Pública e procuradores-gerais de Justiça estaduais. Mais cedo, ele havia sinalizado que a proposta, que pretende combater a criminalidade e o alto índice de homicídios no país, seria apresentada nesta quarta-feira.

Segundo o ministro, o que vai ocorrer nesta semana é uma reunião com os dois núcleos criados pelo governo para elaborarem mapeamentos de inteligência sobre as ocorrências de assassinatos e transporte de armas em todas as 27 capitais. Os dois grupos já se reuniram nas últimas semanas e são formados por secretários de Segurança Estaduais e membros do Ministério Público.

“Nós estamos agora finalizando mais uma versão para uma reunião que eu tenho quarta-feira, já pré-agendada. Eles vão analisar essas novas propostas, vão dar outras propostas, para que nós possamos fechar o Plano Nacional de Segurança Pública em 15 dias, no máximo três semanas”, disse Moraes.

O Ministério da Justiça também divulgou uma nota após as primeiras declarações do ministro . No comunicado, o órgão informa que somente após a reunião desta quarta a “minuta do plano será discutida com todos os estados e Distrito Federal”.

Guerra de facções em presídios

Moraes conversou com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, nesta segunda-feira (17) sobre o aumento do fluxo migratório de venezuelanos pela fronteira com Roraima, o que tem pressionado a demanda por serviços públicos na capital Boa Vista. Ele informou que uma comissão do governo federal visitará o município na próxima semana para avaliar as condições e levantar os números de entrada e saída das pessoas que vêm do país vizinho fazer compras e acabam ficando mais tempo que o previsto.

Sobre a guerra de facções criminosas que culminou com a morte de mais de dez presos nesse fim de semana em Roraima e Rondônia, o ministro disse se tratar de um problema “pontual” e que não houve até o momento pedido de transferência de detentos para presídios federais.

“Nós estamos analisando as 18 mortes que ocorreram. Uma delegação do Depen [Departamento Penitenciário Nacional] está se locomovendo para lá para que possamos ver a gravidade da situação. Obviamente a situação é gravíssima, com mortos, mas [verificar] se persiste ou não, e a partir daí tomar as medidas necessárias. Não foi pedido [reforço da Força Nacional de Segurança] porque foi uma situação pontual”, disse.