Política

Moraes divide em 13 atos a atuação da organização criminosa na trama golpista

Relator faz exposição detalhada sobre a conexão de diferentes ações colocadas em prática entre os anos de 2021 e 2023

Moraes dividiu em 13 pontos o seu voto como relator da ação penal da trama golpista
Moraes dividiu em 13 pontos o seu voto como relator da ação penal da trama golpista Foto : Gustavo Moreno / STF / CP

O ministro Alexandre de Moraes começou seu voto, na manhã desta terça-feira, 9, abordando o crime de organização criminosa armada, o primeiro dos cinco que são imputados ao ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal (AP) 2668, a da chamada trama golpista.

Moraes é o relator da ação e o primeiro a votar na retomada do julgamento do núcleo crucial (núcleo 1) da trama nesta semana. Além de Bolsonaro, integram o núcleo outros sete réus. Veja quais as ações da organização que o relator apontou que teriam acontecido ao longo do tempo para comprovar sua atuação. O crime, previsto na Lei 12.850/2013, estabelece pena de três a oito anos de reclusão, com agravante para quem exerce o comando. A Procuradoria-geral da República (PGR) apontou Bolsonaro como líder. Moraes, na leitura do voto nesta manhã, endossou, em diversos momentos, o mesmo entendimento.

Os 13 atos da organização criminosa

ATO 1

Utilização de órgãos públicos pela organização criminosa para o monitoramento de adversários políticos e a execução de estratégia de atentar contra o Poder Judiciário, desacreditando a Justiça Eleitoral, o resultado das eleições de 2022 e a própria democracia.

ATO 2

Atos executórios públicos com graves ameaças à Justiça Eleitoral: live do dia 29/7/2021, entrevista de 3/8/2021 e live de 4/8/2021 e as graves ameaças à Justiça Eleitoral.

ATO 3

Tentativa, com emprego de grave ameaça, de restringir o exercício do Poder Judiciário, em 7 de setembro de 2021.

ATO 4

Reunião ministerial de 5/7/2022.

ATO 5

Reunião com Embaixadores em 18/7/2022.

ATO 6

Utilização indevida da estrutura da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições.

ATO 7

Utilização indevida da estrutura das Forças Armadas – Relatório de Fiscalização do Sistema Eletrônico de Votação do Ministério da Defesa.

ATO 8

Atos executórios após o segundo turno das eleições (live realizada em 4/11/2022), ações de monitoramento de autoridades em 21/11/2022; representação eleitoral para verificação extraordinária; reunião dos FE (“Kids Pretos”) em 28/11/2022 e elaboração da Carta ao Comandante.

ATO 9

Planejamento “Punhal Verde e Amarelo” e Operação “Copa 2022”.

ATO 10

Atos executórios seguintes ao Planejamento “Punhal Verde e Amarelo”: monitoramento do presidente eleito; “Operação Luneta”; “Operação 142” e “Discurso Pós-Golpe”.

ATO 11

A minuta do “Golpe de Estado” e a apresentação aos comandantes das Forças Armadas.

ATO 12

A tentativa de Golpe de Estado em 8/1/2023.

ATO 13

Gabinete de Crise após a consumação do Golpe de Estado.