Política

Morre ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos

Advogado criminalista de 79 anos estava internado no Hospital Sírio-Libanês

Morre ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos
Morre ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos Foto : Valter Campanato / aBr / CP Memória
O ex-ministro da Justiça e advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos morreu nesta quinta-feira, aos 79 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde a terça no Hospital Sírio-Libanês. Bastos fez parte do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, atualmente, defendia as empresas Camargo Corrêa e Odebrecht envolvidas na operação Lava Jato.

Bastos era considerado um dos principais advogados criminalistas do Brasil. Antes de chegar ao Ministério da Justiça, ele foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo e do Conselho Federal da entidade.

Entre ações dele quando esteve à frente do Ministério da Justiça, destacam-se a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003; e a aprovação da Emenda Constitucional n° 45, conhecida como a Reforma do Poder Judiciário, em 2004.

Natural de Cruzeiro, no interior paulista, Bastos formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 1958, tendo atuado no ramo do direito criminal. O ex-ministro foi vereador pelo Partido Social Progressista (PSP) na sua cidade natal de 1964 a 1969.

De Pimenta Neves a Cachoeira


Entre as atuações de destaque de Bastos estão a acusação dos assassinos do ativista ambiental Chico Mendes, morto em 1988. Também teve atuação nos julgamentos do jornalista Pimenta Neves, assassino confesso da namorada, Sandra Gomide, em 2000, e na defesa do médico Roger Abdelmassih.

Bastos também defendeu o empresário Carlinhos Cachoeira, preso na operação Monte Carlo, em 2012. A ofensiva da Polícia Federal (PF) desarticulou uma organização que explorava máquinas caça-níquel em Goiás. Na época, o então advogado de Cachoeira entrou com pedido de habeas corpus, negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.