De acordo com o dirigente estadual do MST/RS, Cedenir de Oliveira, a mobilização popular tem como objetivo defender a democracia e denunciar o que considera golpe em curso no país. A manifestação também marca para os Sem Terra o início do Abril Vermelho no Estado.
O presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (Feessers), Milton Kampfer, estima que 300 pessoas estão na mobilização nesta tarde. Kampfer disse que a expectativa é de que a Praça da Matriz esteja lotada até o final da semana. “Vamos seguir aqui até a votação do impeachment. A ideia é ir aumentado até que na sexta-feira a praça esteja cheia”, afirmou.
Milton Kampfer destacou ainda que Feessers, entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), se posiciona contra o impeachment por entender que Dilma não cometeu nenhuma ilegalidade. Ele ainda afirmou que o impeachment poderá abrir caminho para mudanças que poderão tirar diretos dos trabalhadores.
“O impeachment, se aprovado, vai tirar os direitos dos trabalhadores. Se consegue derrubar um presidente por meios antidemocráticos, depois pode se fazer qualquer coisa. Quando se tem crise a primeira coisa que se pensa é em tirar direitos de trabalhadores, direitos de mulheres. A crise é mundial, é do capitalismo O Brasil tem de enfrentar essa crise sem tirar a presidente”, afirmou.
Ainda no final desta tarde, os manifestantes realizarão na Praça da Matriz o Ato Inter-religioso em Defesa da Paz e da Democracia, marcado para as 18h. Às 19h, vai ocorrer uma aula pública com procurador regional da República, Domingos Silveira, e o músico Raul Elwanger.
Manifestantes fazem vigília contra Impeachment na Praça da Matriz: