Protestos, caminhadas, greves e atos são as principais articulações previstas para esta terça-feira contra a possibilidade de votação do projeto do governo do Estado na Assembleia Legislativa que prevê o aumento de alíquotas de ICMS. Articulado por movimentos sindicais de trabalhadores e por categorias do serviço público, o “Dia Estadual de Protestos contra o Tarifaço de Sartori” deverá começar ainda durante a madrugada. Porém, o grande ato deverá se dar às 12h na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre, onde já acampamento montado desde a semana passada. Não está descartada a possibilidade de bloqueios em frente às garagens de ônibus, o que poderá provocar transtornos à população.
As mobilizações para reúnem centrais sindicais e sindicatos representantes de categorias de servidores públicos. As escolas estaduais não deverão abrir, seguindo orientação do Cpers. A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar, ressaltou que a adesão deverá ser integral. “A mobilização é cada vez maior e a sociedade está compreendendo também o prejuízo desse projeto”, afirmou ela. Não está descartado bloqueio no Centro Administrativo, com caminhada em seguida para a Praça da Matriz.
Na manhã dessa segunda-feira, houve reforço no policiamento da Brigada Militar na Assembleia Legislativa. Inclusive, foi feito o bloqueio do trânsito ao lado do Parlamento. Na terça-feira da semana passada centenas de manifestantes bloquearam o Parlamento contra a votação de outros projetos do governo do Estado. Em frente à Assembleia, será instalado um telão, para que a votação possa ser acompanhada pelos manifestantes. A medida se dá porque o acesso às galerias do plenário será limitada a 290 senhas, que serão distribuídas em 50% para favoráveis ao projeto e 50% contrários. A
expectativa é de que o número de pessoas na concentração seja grande. Segundo o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, houve uma grande articulação no Interior do Estado para que façam atos próprios. “Estamos apoiando esse movimento para protestar contra o tarifaço, que mais uma vez prejudica aqueles que ganham menos”, ressaltou.
Para a vice-presidente da CTB/RS, que também apoia o ato, Eremi Melo, a participação das centrais sindicais é fundamental uma vez que as medidas impactam toda a sociedade. “Não podemos perder mais direitos”, afirmou ela. Também integram a mobilização a Intersindical, CSP/Conlutas, Nova Central Sindical dos Trabalhadores e o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais.
Movimentos sindicais articulam protestos contra aumento de impostos
Garagens de ônibus podem sofrer bloqueios nesta terça