Macedo confirmou, nesta sexta-feira, o relato do advogado de defesa Adriano Pereira de que o Ministério Público recebeu correspondência anônima com cópias de e-mails direcionados à sessão de inteligência da Casa Militar. Segundo o promotor, esse foi um dos motivos que o levou a ouvir novamente o sargento nesta semana.
Apesar de não informar quem enviou os e-mails, o promotor deixa claro que os pedidos eram de chefes do sargento para pesquisar determinadas pessoas. Na avaliação de Macedo, as vítimas não tinham potencial para ameaçar a segurança da governadora Yeda Crusius, cuja proteção cabe à Casa Militar. Para o promotor, a motivação era política.
Para aprofundar a investigação, o promotor Macedo vai ouvir integrantes do governo do Estado. Os primeiros a serem ouvidos serão o ex-chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied, e as assessoras Sandra Terra e Walna Meneses. Segundo o promotor, os três foram citados no segundo depoimento do militar, prestado nessa quinta-feira.
Embora o advogado do sargento, Adriano Pereira, tenha dito à reportagem da Rádio Guaíba que o cliente não tinha muito contato com as assessoras da governadora, segundo o promotor Macedo, Rodrigues admitiu em depoimento que mantinha uma certa relação com as duas.
De acordo com Macedo, outras pessoas que se relacionavam com o sargento ou que trabalharam com Rodrigues enquanto ele atuava na Casa Militar também serão interrogadas.