O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, quer uma inspeção especial na Assembleia Legislativa. O objetivo é apurar as suspeitas de formação de quadrilha, coação e concussão que recaem sobre o presidente da Casa e mais sete assessores ligados diretamente ao deputado Gilmar Sossella, do PDT.
A investigação da Polícia Federal sobre suposta pressão junto a servidores para a compra de ingressos no valor de R$ 2,5 mil, para um jantar de confraternização de campanha, resultou em um inquérito encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral. Trabalhadores com Funções Gratificadas foram responsáveis pelas denúncias e se queixaram às autoridades de uma espécie de extorsão por terem salário mais alto.
A inspeção especial solicitada pelo MPC depende de anuência da presidência do TCE, que ainda não se manifestou sobre o pedido. Uma medida cautelar já foi rejeitada pela Corte. O encaminhamento, também do MPC, queria justificativas da presidência do Parlamento sobre a retirada de FGs de servidores. A intenção era averiguar se algum funcionário que denunciou o caso foi coagido e perdeu a Função Gratificada no período prévio à confraternização para arrecadar recursos de campanha. Da Camino ainda examina se vai insistir com o pedido.
MPC pede inspeção na Assembleia por suposta coação de cargos de confiança
Tribunal de Contas já rejeitou medida cautelar solicitada pelo órgão