O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) criticou, na noite desta terça-feira, a indicação da senadora de Tocantins, Katia Abreu (PMDB), para o Ministério da Agricultura. De acordo com o representante do Rio Grande do Sul na direção nacional do movimento, Cedenir de Oliveira, a escolha da presidente Dilma Rousseff é um atraso para o setor. ”Kátia Abreu representa quem nega direitos da terra aos índios e aos sem-terra”, resumiu.
Oliveira e outras lideranças do MST chegaram a se reunir com Dilma, na última semana, pedindo para evitar a nomeação da senadora peemedebista. Uma segunda reunião entre o MST e a presidente deve ocorrer nos próximos dias. Na semana passada, integrantes de movimentos sociais chegaram a invadir a sede da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) em protesto contra a indicação. Segundo Rainer Ribeiro, do Movimento Brasileiro dos Sem Terra (MBST), “entre outras coisas, a senadora disse que o brasileiro tem mais é que comer agrotóxico. Isso, para nós, é uma ofensa. E favorecer os grandes produtores em detrimento da agricultura familiar”.
Já a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) afirmou que não é contrária à indicação, mas ressaltou que espera que não favoreça a CNA em detrimento de outras entidades. A reportagem tentou contato com a Farsul e a Fetraf Sul, mas não obteve retorno. A primeira já havia deixado claro, em manifestações anteriores, que não se opõe à escolha da senadora para o cargo.
MST do RS critica nomeação de Kátia Abreu na Agricultura
"Representa quem nega direitos aos índios e aos sem-terra", resumiu diretor regional