Hamilton Mourão (Republicanos), senador gaúcho e ex-vice-presidente da República, criticou o que definiu como “lentidão” do governo federal em prestar auxílio e socorro financeiro ao Rio Grande do Sul, após as enchentes que devastaram o Estado durante o mês de maio.
“O governo federal está agindo com muita lentidão para atender o que está sendo pedido. É muito discurso e pouca ação”, criticou o general. “Tem que entender que tem que gastar dinheiro. E aí coloca uns números fantasiosos, mas não é dinheiro que está na mão das pessoas, dos municípios, do próprio Estado”, prosseguiu.
Para Mourão, não é o momento de economizar recursos e esforços para reconstruir o Rio Grande do Sul: “Vai ter que fazer dívida. Mas essa é uma dívida, digamos, boa, pois é para uma causa nobre”.
O senador relembra ações do governo Jair Bolsonaro (PL, 2019-2022), do qual foi vice-presidente durante a pandemia de Covid-19, que vitimou mais de 700 mil pessoas em todo o território nacional. “Durante a pandemia, o governo ao qual eu servi, do presidente Bolsonaro, não titubeou em fazer uma expansão fiscal e colocar recursos onde foi necessário, incluindo na questão da perda de arrecadação de estados e municípios naquele momento. A mesma coisa tem que ser feita agora, especificamente para o Rio Grande do Sul. E só quem pode fazer isso é a União”, argumentou Mourão.
Além da reposição das perdas de arrecadação, o general propõe a implementação de linhas de crédito com fundo garantidor para que as pessoas possam se reestruturar e recuperar suas moradias e negócios. “A pessoa perdeu tudo. Como vai pagar o empréstimo no mês que vem? Tem que ter um, dois anos de carência”, sugeriu.