Ao todo, a comissão aprovou a convocação de 10 pessoas. Entre elas, o assessor especial de Perillo, Lúcio Fiúza Gouthier, que teria intermediado o pagamento a Bordoni e também participado da venda da casa do governador. A compra levantou suspeitas de que teria sido comprada com recursos do esquema de Cachoeira.
O colegiado convocou ainda Hilner Ananias, ex-assessor especial de Demóstenes Torres; João Furtado de Mendonça Neto, atual secretário de Segurança Pública de Goiás; Rubmaier Ferreira de Carvalho, contador das supostas empresas de fachada de Cachoeira; Ana Cardozo de Lorenzo, beneficiária de um depósito feito por uma empresa de fachada do grupo; Aredes Correia Pires, ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás; Alexandre Milhomem, arquiteto responsável pelo projeto da casa de Marconi Perillo e, por fim, Alcino de Souza, policial civil aposentado que abriu uma empresa que teria sido usada pelo esquema de Cachoeira. A comissão vai definir posteriormente a data dos depoimentos.
No entanto, a convocação do dono da empresa Delta Construções, Fernando Cavendish, foi adiada pela CPI. A proposta de adiamento foi feita pelo relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG). Ele argumentou que os dados da Delta ainda não foram analisados e que ainda não há elementos para a convocação. A empresa é apontada pela Polícia Federal como um dos principais braços do esquema de corrupção de Cachoeira.
CPI do Cachoeira aprova quebra de sigilos de governadores
Também nesta quinta-feira, a CPI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). A medida abrange o período de dez anos, como as demais aprovadas na comissão. Os dois governadores já depuseram na comissão e negaram qualquer vínculo com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
Mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, será convocada para depor na CPI | Foto: José Cruz / ABr / CP