Política

Não há espaço para aventuras antidemocráticas na América do Sul, diz DIlma

Presidente discursou na abertura da Cúpula do Mercosul, em Brasília

Presidente discursou na abertura da Cúpula do Mercosul, em Brasília
Presidente discursou na abertura da Cúpula do Mercosul, em Brasília Foto : Wilson Dias / ABR / CP
A presidente Dilma Rousseff, em discurso de abertura da 48ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, nesta sexta-feira, em Brasília, defendeu a democracia. "Somos uma região que sofreu muito com as ditaduras. Hoje, somos uma região onde a democracia floresce e amadurece", disse. Segundo ele, o continente sul-americano tem capacidade de lidar com diferenças políticas por meio do diálogo. "Temos que permanecer nesse caminho", disse.

• Mercosul assina protocolo de inclusão da Bolívia no bloco

Alvo constante de ataques da oposição, em meio à Operação Lava Jato e julgamento de seu governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Dilma tem criticado o que ela classifica como "golpismo" que estaria sendo praticado por setores da sociedade.

"Não há espaço para aventuras antidemocráticas na América do Sul", afirmou, ressaltando que essa visão é refletida nos posicionamentos do Brasil em fóruns internacionais. De acordo com a presidente, a determinação dos governos do bloco é trabalhar pela integração, o que permite ter uma região marcada pela paz, democracia e cooperação.

A presidente reforçou ainda a importância das relações comerciais com outros blocos econômicos. A fala faz referência às negociações entre Mercosul e União Europeia (UE) para zerar as tarifas de alguns produtos. “A crise não pode ser razão para criar barreiras comerciais entre nós. Ela tem que reforçar nossa integração e solidariedade. Temos que também buscar acordos comerciais com outros países”, disse a presidente.

Ao citar as eleições na Argentina, Dilma lembrou que essa será a última participação da presidente Cristina Kirchner como chefe de Estado na cúpula. Nesse momento, a presidente brasileira se emocionou ao falar do desempenho de Cristina e referir-se a ela como uma amiga pessoal.

“Somos testemunhas que ela imprimiu condução firme e democrática a seu país, como assumiu a causa da integração sul-americana e como defendeu os países da região”, disse Dilma, sob aplausos.

Dirigindo-se a Cristina Kirchner, Dilma acrescentou: “Do ponto de vista pessoal e político, quero lhe dizer que você terá uma amiga sempre pronta para recebê-la e juntas compartilharmos nossos sonhos”.