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"Não vamos transformar o Salgado Filho do dia para noite", diz gerente da Fraport

Comitiva do governo do Estado visitou as instalações do aeroporto de Frankfurt, administrado pela empresa

Comitiva do governo do Estado visitou as instalações do aeroporto de Frankfurt, administrado pela empresa
Comitiva do governo do Estado visitou as instalações do aeroporto de Frankfurt, administrado pela empresa Foto : Luiz Chaves / Palácio Piratini / Divulgação / CP
A empresa alemã Fraport, que opera o aeroporto de Frankfurt e outros 24 no mundo, apresentou nesta sexta-feira as instalações de um dos principais terminais aéreos da Europa e falou sobre as perspectivas para o Aeroporto Internacional Salgado Filho, concessão adquirida em março. O terminal gaúcho passou a ser administrado oficialmente pela empresa no dia 29 de agosto desse ano, após assinatura de contrato final com o governo brasileiro. Além do Salgado Filho, a Fraport também passa a operar o aeroporto de Fortaleza.

A CEO da Fraport no Brasil, Andrea Pal, desembarca na capital gaúcha nas próximas semanas. Ela ficará responsável pela transição da operação nos dois aeroportos brasileiros. O processo deve estar completo em março ou abril do próximo ano. Até lá, a Infraero segue compartilhando a administração do aeroporto com a Fraport. Há expectativa de ampliação e reformas, não apenas dos terminais em Porto Alegre, mas também do entorno.

A ampliação da pista do Salgado Filho, prevista no edital de concessão, deve ser concluída em até 52 meses– esse é o prazo limite, ou seja, a obra pode ser finalizada antes. “Não podemos fazer tudo do dia para a noite, precisamos de um tempo”, aponta Andrea. Quando perguntada sobre como se deslocaria rapidamente entre Porto Alegre e Fortaleza, já que hoje não há voos diretos entre as duas cidades, a CEO disse que isso tende a ser resolvido, não escondendo que logo poderá haver um aumento no número de rotas diretas entre Porto Alegre e outras cidades do Brasil, América Latina e Europa.

O aeroporto de Frankfurt gera mais de 80 mil empregos diretos e indiretos em seus 22 quilômetros quadrados. No entorno do aeroporto, somam-se mais 120 mil postos de trabalho – gerados, principalmente, por empresas que se instalaram em Frankfurt ou cidades próximas por causa do aeroporto, seja pela facilidade logística para cargas ou passageiros.

É importante, no entanto, observar a diferença de tamanho da operação de Porto Alegre e Frankfurt. Enquanto o Salgado Filho transporta cerca de 7 milhões de passageiros por ano, em Frankfurt são 60 milhões.

“Não vamos chegar em Porto Alegre para apenas fazer dinheiro e trazê-lo para a Alemanha. Aumentar o número de passageiros e de carga transportada significa mais dinheiro para nós (Fraport), mas também mais desenvolvimento e empregos na região. Acreditamos no potencial de Porto Alegre”, explica Andreas Montag, gerente de Projetos responsável pela Fraport no Brasil.

Para se ter uma ideia da possibilidade de transformação do aeroporto da capital gaúcha e seu entorno, os executivos da Fraport apresentaram o Aeroporto de Lima, capital do Peru, como exemplo. Operado pela Fraport desde fevereiro de 2001, o aeroporto peruano viu o número de passageiros crescer, em média, 10% ao ano desde a privatização. Eram 5 milhões em 2001 e passaram a 20 milhões em 2016. O investimento médio por ano antes da privatização era de 6 milhões de dólares por ano. Hoje, gira em torno de 23,5 milhões.

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