Segundo o petista, os empresários gaúchos são contra o mínimo no Estado. Ele disse que os sindicalistas, que queriam salário de R$ 650, tentaram um acordo propondo R$ 615. “A posição dos empresários era inflexível”, avaliou.
A opção pelo índice foi feita com base em estudo de especialistas e levando em conta a posição da base aliada, conforme o governador. Sobre a apreciação dos deputados, Tarso demonstrou confiança: “O projeto passa e não será modificado”.
Para o governador, o reajuste proposto trata-se do começo de uma recuperação do mínimo regional. Ele ressaltou que o argumento de que o aumento pode resultar em demissões já está ultrapassado. "Toda a história recente do Brasil tem desmentido isso. Aumentou a formalidade e o consumo das classes populares. Aquela tese neoliberal de que o salário representa problema para a economia caiu."
“Hoje são poucas empresas que pagam menos do que isso. Esse padrão de R$ 610 atinge uma grande faixa que não era atingida por dissídios coletivos”, explicou.
A respeito do reajuste do salário do funcionalismo, Tarso adiantou que o assunto será tratado a partir da próxima semana. “Já estamos com um grupo montado e temos uma comissão de negociação permanente.”