Política

“Nós procuramos ter uma atitude ponderada”, diz Tarso sobre salário mínimo regional

Governador afirmou que não atendeu pedido das centrais sindicais nem dos empresários ao propor reajuste de 11,65%

O governador Tarso Genro afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba, nesta quinta-feira, que ao propor reajuste de 11,65% ao salário mínimo regional não atendeu ao apelo das centrais sindicais nem dos empresários. “Nós procuramos ter uma atitude ponderada.” O piso, se aprovado pela Assembleia Legislativa, deve ser R$ 610.

Segundo o petista, os empresários gaúchos são contra o mínimo no Estado. Ele disse que os sindicalistas, que queriam salário de R$ 650, tentaram um acordo propondo R$ 615. “A posição dos empresários era inflexível”, avaliou.

A opção pelo índice foi feita com base em estudo de especialistas e levando em conta a posição da base aliada, conforme o governador. Sobre a apreciação dos deputados, Tarso demonstrou confiança: “O projeto passa e não será modificado”.

Para o governador, o reajuste proposto trata-se do começo de uma recuperação do mínimo regional. Ele ressaltou que o argumento de que o aumento pode resultar em demissões já está ultrapassado. "Toda a história recente do Brasil tem desmentido isso. Aumentou a formalidade e o consumo das classes populares. Aquela tese neoliberal de que o salário representa problema para a economia caiu."

“Hoje são poucas empresas que pagam menos do que isso. Esse padrão de R$ 610 atinge uma grande faixa que não era atingida por dissídios coletivos”, explicou.

A respeito do reajuste do salário do funcionalismo, Tarso adiantou que o assunto será tratado a partir da próxima semana. “Já estamos com um grupo montado e temos uma comissão de negociação permanente.”

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