Na Assembleia, Leite fala em enfrentar “delírio da máquina pública”

Na Assembleia, Leite fala em enfrentar “delírio da máquina pública”

Segundo o governador, a crise atual é resultado de decisões tomadas no passado e que precisam ser resolvidas

Flávia Simões*

Em discurso de 30 minutos, Leite falou em coesão para superação de desafios

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O governador Eduardo Leite (PSDB) afirmou seu compromisso em enfrentar o "delírio da máquina pública" durante discurso do início do ano do Legislativo. Na tribuna da Assembleia Legislativa, em sessão híbrida, na tarde desta terça-feira, Leite disse que a crise que o Rio Grande do Sul enfrenta atualmente deriva de decisões tomadas no passado. "Decisões de outro tempo, contexto e mentalidade. Mas cobram um preço elevado demais para o conjunto da nossa sociedade e inibem o Estado de proporcionar direito e os serviços mais elementares para a nossa população", explicou. "É esse delírio da máquina pública que nós procuramos enfrentar. Pois nosso governo não está aqui simplesmente para fazer o Estado sobreviver por mais quatro anos atolado em suas limitações e sem condições de desejar mais para o futuro", completou o governador. 

Aos deputados, aos quais agradeceu pelo apoio em aprovações de projetos, tanto da base como da oposição, Leite enfatizou que as dívidas contraídas no passado não permitem a utilização das receitas arrecadadas para investimentos atuais. Ressaltando, desta forma, a importância de reformas como a da previdência e a tributária, que voltarão à discussão neste ano. "Essa agenda de transformação que trabalhamos desde 2019 busca uma saída para uma situação dramática, e cenários dramáticos não são enfrentados com decisões simpáticas”, completou. Citando feitos durante a sua gestão, ele afirmou contar com o apoio dos parlamentares para dar continuidade a projetos que vão “além dos quatro anos de mandato”. “Contem comigo porque eu conto com cada um de vocês”, disse. 

Ao longo da sua fala, o governador reforçou a ideia de que a única solução para crise financeira do RS é aderir ao regime de recuperação fiscal, enfatizando a necessidade de aprovação das propostas enviadas à Assembleia. "O governo está prestes a assinar o acordo de recuperação fiscal. Aderir (ao regime) é a última opção para ajustar o Estado”, enalteceu, citando que o RS não vem pagando a dívida com a União há quatro anos em função de uma liminar no STF. 

Outro ponto enfatizado por Leite foi a necessidade de diálogo entre ideias opostas. "Acredito na política emocional honesta. É possível, sim, conversar com convicção e respeitar quem pensa diferente", avaliou. Completou que defende a convergência nas discussões. “Enfrentar essa crise requer diálogo, não rupturas ou enfrentamentos. Não acredito em rupturas porque invariavelmente as rupturas levam a traumas e traumas causam desconfiança na sociedade e ferem a segurança na sociedade em caminho coletivo”. E, por fim, como vê a discussão política.  "Não há vida civilizada no debate cego e pré determinado. Não à vitória na intransigência e na desqualificação pessoal". 

Sobre seu governo, afirmou ter a honra de poder administrar o Estado em um momento de crise, uma vez que lhe dá a oportunidade de apresentar soluções reais para “problemas impossíveis”. Novamente assegurou que há recursos para a aquisição de vacinas contra a Covid-19 caso seja necessário.

Após discurso de 30 minutos, os parlamentares se manifestaram suas redes sociais sobre a fala do governador: 
 


*Sob supervisão de Mauren Xavier


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