Considerada excelente usuária das redes sociais, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) terá equipe com cerca de 20 pessoas designadas para manter as postagens de campanha e para monitorar a concorrência. "Já temos a formação de assessoria jurídica para tomar as medidas necessárias contra posturas de adversários, que forem consideradas inadequadas", explica o coordenador de Comunicação do PP, Marco Aurélio Ferreira.
O PDT também está de olho no ambiente virtual. A equipe de redes sociais dá suporte a Vieira da Cunha, que é autor de parte das postagens, e também monitora adversários locais, observa o comportamento de políticos em outras regiões e busca informações nas redes sociais mantidas por veículos de imprensa.
O PT, que defenderá a reeleição do governador Tarso Genro, pretende utilizar a Web para disseminar informações sobre seu programa de governo e também estará ligado nas ações virtuais de seus oponentes eleitorais. Segundo o secretário de Comunicação do PT/RS, Nasson Santana, o partido está empenhado em preparar seus militantes para o enfrentamento ideológico nas redes sociais. "O governador já usa bem as ferramentas, distribui conteúdo e recebe suporte de sua assessoria. Resta preparar a militância para acompanhá-lo nas redes", revela.
O PMDB faz mistério sobre sua estratégia de divulgação na Internet. Conforme o coordenador de Comunicação José Luiz Fuscaldo, é cedo para revelar as táticas de suporte a José Ivo Sartori. Fuscaldo admite que, apesar do pré-candidato reconhecer o valor das ferramentas digitais, não é usuário habituado com as redes sociais. "Será uma adaptação para que ele seja o protagonista da comunicação. Sartori não aceitará se for algo artificial", indica.
TSE definirá regras
Um novo entendimento acerca do uso da Internet e das redes sociais deverá ser apresentado nos próximos dias pela Justiça Eleitoral. A expectativa é de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida até 10 de junho sobre a aplicabilidade da Minirreforma Eleitoral, que irá disciplinar o uso da Internet e as punições para eventuais transgressões. A consulta questiona se a nova legislação valerá para este pleito, integral ou parcialmente.