Deputado federal mais votado no país em 2022, Nikolas Ferreira (PL-MG) cumpriu agenda em Porto Alegre nesta sexta-feira para palestrar em evento organizado pela Fecomércio-RS. Na oportunidade, foi questionado sobre possibilidades de candidaturas da direita para disputar a presidência da República contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição em 2026. Inclusive, sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que teria sido ordem de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.
“Bolsonaro é a pedra no sapato da esquerda. Tem muita gente que a esquerda odeia. Sei que a esquerda me odeia. Mas quando toca na palavra ‘Jair’, parece que está mostrando a cruz pra uma legião de demônio. A gente não pode subestimar o poder da decisão do Bolsonaro com relação ao candidato, quem quer que seja, para o próximo ano. As decisões mudam. Ele também pode ter a decisão de mudar”, declarou o deputado.
Ele relata que o primogênito de Bolsonaro demonstra empolgação com a possível candidatura. “Pelo que percebi na reunião do PL nesta semana, senti o Flávio bastante empolgado, determinado. Disse inclusive que o pai dele disse que era pra ir, que ia dar certo. A gente não tinha esse cenário do Flávio até então. Ninguém sabia, nem o presidente do partido (Valdemar da Costa Neto). Então os cenários mudam. A única coisa que eu peço é que a gente tome a melhor decisão para não perdermos, quem quer que seja”, discursou.
Nikolas foi incessantemente questionado sobre a melhor estratégia para as eleições 2026, inclusive pelo Correio do Povo. O parlamentar evita destacar um nome. Para ele, a escolha do candidato deve passar mais pela capacidade de bater Lula em um pleito nacional do que o quadro ou seu partido.
“A gente precisa ganhar a eleição. Se o nome do Flávio for o nome que vai ganhar, beleza, tranquilo. Se o nome do Tarcísio for o que vai ganhar, beleza estaminas juntos. A gente tem que ter maturidade e noção de que o cenário é grave”, afirmou.
Além de Flávio Bolsonaro, também são cotados como presidenciáveis no mesmo campo político os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Eduardo Leite (PSD-RS). Nikolas acredita que qualquer um desses poderá representar a oposição nas urnas, mas nenhum terá capacidade de unificar totalmente a direita.
“Só tem um candidato que não pode, que é o Lula. Acredito que todos vão ter posições que divergem. Uma parcela da direita tem resistência com o Tarcísio, outra parcela tem com o Ratinho, outra tem com o Zema, outra tem com o Caiado”, elencou.
Ele acredita que inclusive Bolsonaro, inelegível até 2030 e preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, tem chances, visto que, nas palavras do parlamentar, “o brasileiro gosta de um ex-presidiário”.
“Os cenários mudam de forma repentina. Não à toa o Lula, que era presidiário, hoje é presidente. Então o Bolsonaro também tem chance, parece que o brasileiro gosta de um ex-presidiário.”