Esta é a segunda vez que Donadon passa pelo processo de cassação do mandato. Ele está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde junho de 2013, e recebeu autorização do Tribunal de Justiça do Distrito Federal para acompanhar a sessão da Câmara.
Em agosto do ano passado, em votação secreta, ficou decidido que Donadon manteria o status parlamentar. Na época, 233 deputados votaram a favor da cassação e 131, contra.
A absolvição gerou mal-estar no Parlamento e solicitações de que casos desse tipo fossem decididos por voto aberto. No mesmo dia, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou que não haveria mais votação secreta para decidir sobre o mandato de parlamentares condenados.
No fim do ano passado, a Câmara abriu nova representação contra Natan Donadon. Em dezembro, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a recomendação para a cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro.
Donadon foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 13 anos e quatro meses de prisão pelo desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia, quando era diretor financeiro da instituição.
Mais cedo, seu advogado, Michel Saliba, havia informado que o deputado não viria porque considerava que não havia possibilidade de manter o mandato em votação aberta. Ao chegar na Câmara, o advogado disse que, diante da iminente perda de mandato, a defesa estuda a possibilidade de judicializar a sessão por considerar que o deputado não pode ser julgado por seus pares duas vezes pelos mesmo motivos.