O líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), disse nesta quarta-feira que a reforma da Previdência não é defendida nem pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. "O Bolsonaro tem vergonha de falar dessa reforma, ele foge do tema nas redes sociais mais do que o diabo foge da cruz. Essa proposta é cruel", afirmou, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Molon defendeu que as mudanças comecem por taxação de grandes fortunas e de dividendos, e disse que isso seria apoiado pela oposição.
Para o deputado, adotar a capitalização, como no Chile, é um "suicídio". Ele disse ainda estar de acordo que tenha que pedir "sacrifício" a servidores, mas defendeu que o proposto "não é justo". Molon disse ainda que a proposta está repleta de inconstitucionalidade e que acaba com a Previdência. "Isso aqui não é teste de tranquilidade ou fala mansa; queremos respostas", cobrou. "Guedes quer trocar avião jumbo que precisa de reparos por aviões individuais, é cada um por si e Deus por todos", disse.
Gleisi Hoffmann indaga se Guedes viveria com R$ 400
Crítica da proposta do governo para o benefício assistencial a idosos de baixa renda, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) questionou o ministro da Economia, Paulo Guedes, se ele poderia viver com o valor defendido no texto. "O senhor conseguiria viver um mês, apenas um mês, de sua vida com R$ 400?", indagou. A proposta do governo para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) prevê o pagamento de R$ 400 mensais a partir dos 60 anos e de um salário mínimo a partir dos 70 anos.