O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez fortes críticas ao Conselho de Segurança da ONU em seu discurso na tarde desta segunda (23) no Congresso Nacional, em Brasília. Mais cedo, Ahmadinejad defendeu a entrada do Brasil no principal órgão das Nações Unidas.
Ahmadinejad fez um rápido discurso no plenário e disse que o Conselho de Segurança é "contra a paz" e a forma como é composto atualmente é "baseada na discriminação". Os cinco membros permanentes do conselho são os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Rússia e a China. O principal organismo da ONU já impôs sanções ao Irã por sua insistência em desenvolver um programa nuclear que o governo de Teerã diz ser pacífico. "Sabemos que o Conselho de Segurança não consegue executar seu papel, não consegue trazer segurança ao mundo", acusou.
Mais cedo, Ahmadinejad defendeu, em discurso no Itamaraty, a entrada do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança, uma das principais reivindicações da diplomacia brasileira.
Nova ordem econômica
Ahmadinejad também defendeu uma nova ordem econômica mundial. O iraniano fez referências à crise econômica mundial, nascida nos países ricos. Ele chamou o "Brasil e os países amigos" a adotar uma nova "ordem econômica mundial".
Mais que política, a visita de Ahmadinejad ao Brasil tem apelo econômico. Por conta de seus problemas políticos, o país do Oriente Médio sofre com o isolamento mundial e a expansão de seus negócios em mercados pouco explorados como a América Latina pode ser importante para o país.
Suplicy defende o Renda Mínima
Além do presidente do Senado, José Sarney, e do presidente da Câmara, Michel Temer, outros cinco parlamentares discursaram no plenário, inclusive o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
Suplicy falou que se "solidarizava" com os problemas do povo iraniano, embora sem citar a quais problemas se referia. Ao final de seu discurso o senador caminhou em direção ao presidente do Irã e entregou a ele um exemplar de seu livro "Programa de Garantia de Renda Mínima".
As informações são do R7
No Congresso, Ahmadinejad diz que ONU é contra a paz
Para presidente do Irã, Conselho de Segurança é discriminatório