Política

No Palácio do Planalto, Temer cancela agenda pela manhã

Presidente interino desmarcou encontro com vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Presidente interino desmarcou encontro com o vice-presidente da Câmara dos Deputados.
Presidente interino desmarcou encontro com o vice-presidente da Câmara dos Deputados. Foto : Andressa Anholete / AFP / CP
O presidente interino Michel Temer está no Palácio do Planalto, mas desmarcou a agenda para a manhã desta terça-feira. Estava previsto o encontro dele com o segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Giacobo (PR-PR).

O motivo do cancelamento não foi informado pela assessoria do presidente. Também não foi confirmado se Temer assistirá ou não a sessão no Senado, na qual ocorre o julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Na segunda-feira, após participar de uma cerimônia na qual recebeu atletas olímpicos no Palácio do Planalto, Temer disse não ter tido tempo para assistir à defesa da presidente afastada. "Sabe que eu não tive tempo de ouvir?  Confesso que não tive tempo de ouvir (o discurso de Dilma). Fiquei trabalhando em uns despachos e não tive a satisfação de acompanhar o discurso", disse ele.

Posteriormente, enquanto Dilma continuava sua defesa no Senado, o Planalto divulgou nota na qual rebateu declarações feitas pela presidente afastada Dilma Rousseff e pelo senador Paulo Paim. "Não é verdade que se debata a estipulação de idade mínima de 70 ou 75 anos aos aposentados; não será extinto o auxílio-doença; não será regulamentado o trabalho escravo; não há privatização do pré-sal e não se cogita revogar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Essas e outras inverdades foram atribuídas de forma irresponsável e leviana ao governo interino", diz trecho da nota, emitida pelo Planalto, por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Paim havia dito que o afastamento de Dilma teria como consequência o "ataque" a direitos sociais e a "revogação" da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Já a presidenta afastada acusou o governo do presidente interino Michel Temer de adotar um "programa ultraconservador" em relação aos direitos dos trabalhadores.