Política

No salão nobre, mudanças, celulares e Luiza Brunet

No espaço privilegiado e restrito, estiveram cerca de 700 pessoas, entre autoridades, convidados e familiares

Parte da posse presidencial passou pelo Salão Nobre do Palácio do Planalto
Parte da posse presidencial passou pelo Salão Nobre do Palácio do Planalto Foto : Sérgio Lima / AFP / CP
Parte da posse presidencial passou pelo Salão Nobre do Palácio do Planalto. Foi neste local em que ocorreu a posse dos 22 ministros do novo governo, mas também foi por onde ele entrou após subir a rampa. No espaço privilegiado e restrito, estiveram cerca de 700 pessoas, entre autoridades, convidados e familiares. Durante a tarde foi marcado por mudanças. Às 10h, o espaço estava praticamente pronto para a solenidade. Porém, por volta das 13h, tudo começou a mudar. Autoridades foram deslocadas de lugar e novas dezenas de cadeiras foram anexadas. A ideia era ampliar a presença dos familiares do presidente, da vice-presidência e dos ministros.

Foi no Salão Nobre que os registros foram feitos por centenas de celulares. Todos queriam fazer garantir a foto confirmando a presença no local, ou ainda garantir o registro de algumas autoridades. E nesse ponto os filhos de Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro estiveram entre os mais disputados. Quem chamou a atenção foi o governador de São Paulo João Dória. Ele assumiu o cargo no turno da manhã e, em seguida, viajou para Brasília. Convidada, a atriz Luiza Brunet destoou no Salão Nobre desde a chegada.

Na primeira fileira as atenções foram para as presenças de dois ex-presidentes da República, Fernando Collor de Mello e José Sarney. Segundo o governo, todos os antecessores receberam convite, menos Lula, “por não ter condições de ir”. Uma ala foi reservada a um grupo de surdos, convidados pela primeira-dama. Para eles, ela fez, em libras, a narração da posse dos ministros.

Foi onde os convidados acompanharam os discursos de Bolsonaro no Congresso e no Parlatório e, em diversos momentos, aplaudiram, dependendo do ponto do discurso, gritavam em coro palavras, como “mito” e “eu vim de graça”, quando Bolsonaro disse no discurso ter feito a campanha eleitoral mais barata.