O nome da governadora Yeda Crusius foi retirado da ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF). O agravo de instrumento alegou que a Justiça Federal de Santa Maria não tem competência para julgá-la.
O MPF poderá recorrer da decisão, mas o advogado da governadora, Fábio Medina Osório, não acredita nesta hipótese. Yeda e outros oito agentes públicos foram denunciados por irregularidades em licitações de obras viárias e de saneamento sob a responsabilidade do Estado.
O deputado federal José Otávio Germano (PP) e o deputado estadual Luiz Fernando Zachia (PMDB) tiveram os bens desbloqueados. Já os bens do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, foram parcialmente liberados. Os desembargadores negaram, porém, a extinção do processo contra os três.
“Nós sempre entendíamos que não havia sentido o bloqueio de bens pela absoluta precariedade da prova. O Tribunal, seguindo as mesmas premissas que nós adotamos, determinou excluir este bloqueio. Os bens do deputado estão liberados”, disse o advogado de José Otávio Germano, José Paganella Boschi.
O deputado Adão Villaverde (PT) disse que respeita a decisão. Para ele, o importante é que as investigações sobre suspeitas de corrupção no governo Yeda prosseguem na Assembleia Legislativa. "Nós ainda não temos o conjunto da decisão. É uma decisão na esfera do Judiciário. O importante é que este processo segue sendo investigado", comentou.
Nome de Yeda é retirado de ação de improbidade administrativa
Decisão foi tomada no início da tarde desta quarta-feira