Política

Nos últimos 5 anos, 58 cidades do RS tiveram investimento nulo em compra de livros

Com Plano Nacional da Educação, gestores serão obrigados a investir mais

Com Plano Nacional da Educação, gestores serão obrigados a investir mais
Com Plano Nacional da Educação, gestores serão obrigados a investir mais Foto : Andréia Copini / Divulgação / CP Memória
O Tribunal de Contas do Estado divulgou nesta segunda-feira um raio-X dos últimos cinco anos de gastos com a compra de livros nas 497 prefeituras do Rio Grande do Sul. A conclusão foi de que as despesas estão cada vez menores, com exceção da região de Santa Cruz do Sul, que mantém uma média de investimento de 0,7% dos gastos com a aquisição de livros para as bibliotecas públicas e das escolas da rede municipal. Entre os municípios gaúchos, 58 não declararam qualquer despesa com a compra de material bibliográfico. É o caso de Triunfo, cidade com maior PIB do Estado, entre os anos de 2009 e 2013.

O auditor público externo do TCE, Sandra Bergue, garante que a partir do novo Plano Nacional de Educação, com previsão de um livro por aluno nas escolas, os gestores serão obrigados a investir no setor para montar bibliotecas.

Na região de Porto Alegre, o maior investimento da Prefeitura da Capital ocorreu em 2011, quando chegou a R$ 1,5 milhão. Já em 2013, caiu para menos da metade. Na região Metropolitana, há dois exemplos opostos: a prefeitura de Sapucaia do Sul declarou gastos de R$ 200 mil no ano passado, enquanto Viamão, no mesmo ano, empenhou R$ 77.