Política

Nova decisão liminar emperra tramitação do reajuste da planta de IPTU na Capital

Juíza levou em conta artigo da Lei Orgânica do Município e atendeu solicitação de vereador do Partido Novo<br />

Tramitação de proposta sobre reajuste do IPTU é emperrada pela Justiça
Tramitação de proposta sobre reajuste do IPTU é emperrada pela Justiça Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
O Judiciário aceitou parcialmente, nesta quarta-feira, uma segunda ação visando barrar a tramitação do projeto que reajusta a planta do IPTU em Porto Alegre. A juíza Gioconda Fianco Pitt, da 7ª Vara da Fazenda Pública, decidiu que a proposta somente pode tramitar se tiver respaldo da maioria dos vereadores, conforme estabelece o artigo 78 da Lei Orgânica do município. A decisão atende a um pedido do vereador Felipe Camozzato (Novo).

Ontem, o Tribunal de Justiça já havia acolhido uma ação do PDT sobre o assunto.

No texto da legislação, consta que uma matéria rejeitada só pode ser objeto de novo projeto, no mesmo ano legislativo, “mediante proposta da maioria dos membros da Câmara Municipal ou mediante a subscrição de 5% do eleitorado do Município”. Na decisão, a magistrada deu prazo de dez dias para que a Prefeitura e a Câmara apresentem defesa.

A decisão liminar não impede a tramitação da proposta mas, na prática, mantém o debate parado na Câmara. A Procuradoria da Casa examina as duas decisões.

Já a Procuradoria-Geral do Município informou ainda não ter sido notificada da liminar desta quarta. O órgão reitera, porém, que o texto enviado à Câmara na semana passada não é o mesmo rejeitado em setembro e, sim, uma nova proposta do Executivo. Ao não mexer nas alíquotas imediatamente, mas só em 2019, o governo sustenta que não protocolou a mesma matéria no Legislativo e, por isso, não se baseou no artigo contestado da Lei Orgânica.